terça-feira, 22 de Julho de 2014

#1295



Amei-te este ano.
Amei-te no ano anterior.
Amar-te-ei no próximo.

Amei-te ontem, com a intensidade da eternidade.
Amo-te hoje, com a segurança de todos os dias.
Amar-te-ei amanhã, com a insegurança do tempo.

Amar não se escolhe. Não se decide. Não decidimos gostar e passamos a não querer amar. Não vamos ali ao lado desistir.

Amo-te na ausência e na presença. No riso e nas lágrimas. Dentro do teu abraço e até mesmo quando ele nos falta. Amo-te nos beijos dados e nos beijos ansiados. Amo-te na palavra e no silêncio. Na calmaria e na tempestade.

Amo-te hoje. Amanhã. E sempre. E ainda mais um dia

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

#1294



Gosto de olhar para ti. Gosto de ver o brilho dos teus olhos. Gosto de ver a emoção que deles transborda quando falas daquilo que te interessa.
Gosto de te ouvir falar, seja apaixonadamente por aquilo que te motiva, seja indignado por aquilo que te irrita.
Gosto de sentir o odor do teu perfume quando de aproximas.
Gosto do teu toque, ainda que subtil.
Gosto das pequenas coisas que temos. Gosto dos momentos que partilhamos. Gosto sempre. E muito.

sábado, 19 de Julho de 2014

#1292


Sou de paixões violentas e amores calmos. Tudo ao mesmo tempo! E com a mesma pessoa!

Não sei ter só um amor confortável de bom, preciso que as borboletas na barriga não se calem. Preciso de ter o conforto do ombro amigo e a urgência de um beijo que não pode esperar. Preciso de saber a quem rumo ao fim do dia, mas que me dêem a volta à rotina. Preciso da estabilidade e preciso do inesperado. Preciso de quem me descanse e de quem me desencaminhe. Preciso das noites e dos dias. Preciso dos risos e das lágrimas. Preciso da paz e da guerra. Preciso de me sentir viva e de sentir que faço viver.

Preciso de quem me ame e de quem se apaixone por mim todos os dias. Preciso de amar desmesuradamente e de me apaixonar perdidamente. Todos os dias.

Preciso de ti.

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

#1291


E foi assim na primeira vez que te vi: tive todas as certezas quando, frente a frente, pela primeira vez nos olhámos. Ou quando nos reencontrámos. Eu sorri-te com o olhar, tu ofereceste-me um sorriso rasgado.

E foi assim na primeira vez que te vi: os nossos corações descompassaram e passaram a bater em uníssono. As nossas almas recordaram-se uma da outra. As nossas memórias avivaram-se e ganharam cor. Os nossos braços passaram a ter um abraço.

E foi assim a primeira vez que te vi: apaixonei-me e tive a certeza que já te conhecia. Que o nosso amor não é daqui. É de lá de trás. De agora. E de hora em diante.

- Rita Leston -

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

#1287



Anda... Anda perder-te por aqui.
Anda vaguear perdidamente em mim.
Deixa-me passear vagarosamente em ti.
Anda percorrer-me por completo.
Permite-me que deambule lentamente por ti.
Vem caminhar pausadamente por aqui.
Deixa-me explorar por aí.
Anda perder-te comigo. Aqui!

domingo, 13 de Julho de 2014

#1286


Eu não sou um anjo. Tu não és santo.
Eu não sou o diabo ao virar da esquina. Tu não és a tentação do demo.
Eu não cometo só erros. Tu não fazes só disparates.
Eu não tenho o dom de acertar sempre. Tu não tens o dom da verdade.
Não sou perfeita. Tu não és exemplar.
Não sou só certezas. Tu também tens dúvidas.
Eu não sou só uma parte de ti. Tu és bem mais que só um pouco de mim.
Ninguém é só defeitos. Nem só virtudes. Cometemos erros no meio das escolhas acertadas.
Temos indecisões nas nossas certezas.
Mas somos sempre nós.
Partes indivisas de um único todo.
Hoje e sempre.